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Sesc lança Palco Giratório 2022 com peças teatrais online produzidas ao longo da pandemia da COVID-19

Publicado em 24 de maio de 2022 às 10:57   |   Atualizado em 24 de maio de 2022 às 10:57

Um dos eventos mais importantes do calendário das artes cênicas do Brasil, o Palco Giratório, realizado pelo Sesc, terá sua 24ª edição em 2022. Depois de um período de muitas restrições impostas pela pandemia da COVID-19, especialmente para a atividade teatral e performática, a programação apresenta uma seleção de espetáculos criados nos últimos dois anos. O objetivo é mostrar como artistas e profissionais do setor abraçaram os meios digitais como suportes criativos para a manutenção da produção cênica brasileira.

Entre maio e novembro deste ano, serão apresentadas 12 obras cênicas digitais, além de uma proposta de mediação cultural, divididas em quatro etapas. São trabalhos de várias partes do Brasil que envolvem dança, circo, teatro e até game, todos produzidos durante a pandemia.

O representante de Minas na programação nacional é o espetáculo mineiro (Des)memória, de Yara de Novaes. As cenas da peça são apresentadas por meio de um jogo interativo que convida o espectador a participar de uma investigação pessoal da artista sobre seu passado familiar e assim refletir sobre representatividade racial, racismo estrutural e os processos de embranquecimento no Brasil.

(Des)memória ficará hospedado no site do Teatro em Movimento até 31 de maio. Ele pode ser visto gratuitamente pelo público nos links: http://teatroemmovimento.com.br/desmemoria/ e http://teatroemmovimento.com.br/desmemoria/legenda/ (versão com legendas).

No dia 30 de maio, às 16h, os envolvidos com essa produção participam da roda de conversa ‘Pensamentos Giratórios’, na qual artistas debatem sobre os trabalhos realizados em uma live transmitida no canal do Sesc no YouTube.

Outras atrações

Ainda em maio, será exibido Arqueologias do futuro, de Mauricio Lima (RJ), por meio da plataforma zoom. A peça-performance realiza uma arqueologia afetiva sobre cinco “artefatos” recolhidos na pesquisa para a criação do Museu dos Meninos. Maurício Lima evoca a figura do ator MC e, através de alguns desenhos e grafismos, realiza um depoimento sobre memórias vividas e inventadas da sua infância e adolescência no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, território de origem do artista.

A primeira etapa do Palco Giratório 2022 ainda terá o Laboratório de Produção de Textos e Podcasts do coletivo pernambucano Quarta Parede, entre os dias 16 e 27 de maio. Trata-se de um workshop online e gratuito voltado para a leitura, interpretação e análise crítica dos espetáculos da programação do Palco Giratório 2022. Ministrado por integrantes da equipe do Quarta Parede, o curso tem dois módulos com carga horária de 9 horas cada um, com transmissão via Zoom.

Para mais informações e programação completa de todas as etapas do Palco Giratório, acesse o site: www.sesc.com.br/palcogiratorio.

Programação em Minas Gerais

Além dessas quatro etapas da programação nacional, estão previstas apresentações de artistas e grupos locais em cada estado. Ao longo do ano, aproximadamente 103 coletivos artísticos de todo o país se apresentarão. A programação específica de Minas Gerais será divulgada em breve.

Sobre o Palco Giratório

O Palco Giratório, criado em 1998 pelo Diretório Nacional do Sesc, é um importante projeto de difusão e intercâmbio das artes cênicas e intensifica a formação de plateias a partir da circulação de espetáculos dos mais variados gêneros em todos os estados brasileiros, nas capitais e no interior. O projeto dá viabilidade comercial para que esses espetáculos possam realizar apresentações nas diversas regiões do país.

O Palco Giratório 2022 ocorre prioritariamente de modo online, compreendendo as redes sociais, mídias e plataformas digitais como territórios férteis para o estabelecimento de intercâmbios com públicos cada vez mais diversificados, ampliando assim os canais de acesso à programação nacional.

“A mudança de formato acontece, mas o olhar sobre a diversidade continua. Nesta edição, contaremos com artistas e produções de diversas linguagens e regiões brasileiras. Vamos ter websérie de palhaços, trabalhos imersivos no YouTube e também com tecnologia 3D. Teremos trabalhos gravados, outros exigem interação do público de imediato. O que vimos é que a transmissão on-line e por redes amplia o acesso dos públicos em relação ao modelo pré-pandemia, que era sempre presencial. A tecnologia permite um alcance maior das manifestações artísticas, que podem ser acessadas até do exterior”, explica Vicente Pereira Júnior, analista de cultura do Departamento Nacional do Sesc.

 


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